segunda-feira, 12 de julho de 2010

E as estrelas






Algumas vezes eu olhando para o céu, não via mais que as cores do reflexo do sol. O céu, tão grandioso, vasto, e hoje ao olhá-lo vejo mais que as cores, vejo minha alma que se reflete nesse vazio desconhecido, vejo no seu negro meus medos, e nas estrelas meus sonhos, não maiores que meus medos, mas visíveis aos meus olhos, não imersos no nada, sei que não se perdem nesse mundo tempestuoso. E na manhã, no sol, no cheiro do dia, nas pedras, nas coisas, nos mais novos raios de sol que vejo todos os dias, mas que sempre me são únicos, diz-me para que eu descanse, é a luz que inundou todos os meus medos, não mais pontos brilhantes, são sonhos, são sonhos que os vivo, todos os dias e todas as manhãs, é a vida que é como uma ilusão boa, mas tão real, faz-me rir, faz-me entender que tudo que brilha também deixa sua sombra. Vejo meu coração seguro, pisando firme nas ruelas do mundo, mas é tarde, a noite já vem, e os pesadelos são inevitáveis, os sonhos então...

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